Este é o fim. Dentro de poucos dias, este blogue será encerrado. Agradeço toda a generosidade e palavras amigas que aqui recebi, assim como todo o carinho e atenção das habituais visitas. É com muita pena que aqui deixo de escrever mas, neste momento, acho que não consigo reencontrar a vontade de escrever que antes tinha. O que tem de ser tem muita força.
Aqui ninguém me ouve,
Aqui eu grito em silêncio enquanto o mundo passa por mim.
Sufoca-me o ar pesado entre as quatro paredes
E sonho voar em direcção ao sol.
Também eu quero esquecer-me…
Desejo a todos uma Santa e Feliz Páscoa! Muito docinha!
E já agora um muito obrigada por estes presentinhos:
TROFÉU DO AMIGO
O Troféu do Amigo foi-me atribuído pela amiga, Moon Girl do blog MOON GIRL. Obrigada!
O Troféu do Amigo é atribuído a blogs extremamente charmosos.
Estes blogueiros têm o objectivo de se achar e serem amigos
e não estão interessados em se auto promover.
A nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados
ainda mais amizades sejam propagadas.
Devo entregar o troféu a oito blogs que devem escolher
oito outros blogs e incluir este texto junto com seu troféu.
E os escolhidos são:
Este prémio foi-me oferecido pela minha amiga Nylda do blog
SONHANDO!Obrigada!
Diz a lenda que...
Com o Prêmio Dardos se reconhecem
os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir
valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.
que, em suma, demonstram sua criatividade
através do pensamento vivo que está e permanece
intacto entre suas letras, entre suas palavras.
Esses selos foram criados com a intenção de promover
a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar
carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.
Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve:
1. Exibir a distinta imagem;
2. Linkar o blog pelo qual recebeu o prêmio;
3. Escolher 5 outros blogs a quem entregar o Prêmio Dardos.
Os blogs escolhidos são:
As saudades eram muitas e não resisti a voltar.
Na verdade, estive sempre deste lado só que mais ausente. Parti para me encontrar porque sentia que as palavras já não chegavam para alimentar a esperança. Já não gostava das palavras tristes que escrevia. Precisava de agir. Tinha de seguir em frente.
Não me despedi porque no fundo sabia que voltava. Porque acreditava que havia de voltar…e porque gostava deste cantinho só meu.
Hoje sei que encontrei um porto de abrigo onde me sinto melhor, onde me sinto em casa. E sei que estou cada vez mais perto da meta.
E porque não esqueço todas as palavras amigas que aqui li e todas as esperanças, as alegrias e tristezas partilhadas, vim espreitar. Porque são pequenos momentos que se guardam com carinho e que um dia fazem-nos querer voltar. É bom reencontrar quem conheci, quem li!
Que é feito dos amigos?...daqueles que se sentavam ao lado, no muro à beira-mar, vendo o pôr-do-sol…dos que abriam o saco de gomas e partilhavam histórias…dos que iam ao cinema só para comer pipocas…dos que não mentiam por ingenuidade…dos que pregavam partidas para depois oferecer gargalhadas…dos que não temiam um abraço…dos que acreditavam sem ter que pedir…dos que ajudavam por afeição…dos que choravam sem preconceitos…dos que não reconheciam aparências…dos que empurravam em frente por convicção…
Se eu te disser que te olho à janela e que falo de ti com o vento…acreditas? Se eu te disser que te canto em voz muda enquanto dormes…acreditas?
E se um dia caminhares sobre esta calçada lembra-te que sobre ela caiu a chuva dos meus olhos. Que, por inveja, quis que me tornasse estátua para ver o tempo passar, as pessoas que correm e a tua janela entreaberta.
Aqui desta calçada vejo-te debruçado sobre versos que um dia sonhei ler. Sinto-te o respirar. Aqui, da calçada que viu amores de outras épocas...
Caminhas a meu lado e não me vês…mas eu vejo-te.
Conheço-te os jeitos e os traços…o teu modo despreocupado.
Sonho-te sem saberes…nunca te pedi permissão.
Porque ainda acredito…deixo-me levar.
Se tudo o que nasce tem um fim…talvez o saberei.
Também a luz se vai para depois voltar.
Olho-te de mansinho…mergulho no teu olhar.
Descubro o teu pequeno mundo…tal como imaginei.
Porque ainda acredito…continuo a sonhar.
Mais um degrau…uma nova etapa.
Mais um dia que chega…sem avisar.
Mais uma noite que se anuncia…pela calada.
Mais um sonho por contar…uma melodia.
Mais…de tudo.
Preciso do tempo por completo
Não o quero pelas metades que não me preenchem
Preciso do tempo incessante
Respirar como quem flutua depois de sonhar
Preciso do tempo por inteiro
De sentir na pele a sua chegada desfeita em vento
Preciso do tempo até ao fim
Olhar o céu liquefeito de esperanças…o tempo…
Sinto em mim as carícias de um tempo…de um outro tempo,
Aquece-me este sol da manhã…com ele me vou à tarde.
Memórias sussurram por entre sorrisos…ecoam vozes passadas,
Retratos transparecem nesta casa outrora cheia…hoje adormecida.
Levito entre sensações de mil cores…revestidas de alegria,
Espalho pedaços pelo chão…rodopio exuberante
Aquece-me este sol da manhã…com ele me vou à tarde.
Sobre a luz desta cidade vejo a dimensão de um sonho.
Percorro todas as ruas, estradas e caminhos,
Subo aos pontos mais altos
E desço até à beira do rio.
Debruço-me.
Sobre a água mansa vejo um reflexo
Daquela que eu conheço mas que não sinto.
Hoje decifro-me nesta melancolia.
Sabes o que acontece quando o vento abranda?
Ficam as folhas caídas no chão, vidas viradas ao contrário.
Vejo que é na mudança que as coisas encontram repouso.
O repouso que as folhas tomam depois de caírem ao chão.
Antes disso vivem em constante agitação.
Pergunto-me se valerá a pena ser colhida?
Se o repouso que encontro em mim não será antes o fim?
Desejo a todos aqueles que por aqui passam um Santo e Feliz Natal e um Bom Ano Novo! Partilhem alegrias, recordações, ofereçam amizade e amor, desejem o melhor! Que os vossos sonhos se realizem hoje e sempre e que nunca vos falte nada!
Em breve vou a voar para casa...mas volto no novo ano!
Agradeço à Fatima as prendinhas de Natal que guardo no meu cantinho com muito carinho!
Hoje escrevo um texto diferente, ou melhor, um apelo! O Natal aproxima-se e as pessoas andam numa correria de loucos e por vezes esquecem-se dos que nada têm. Quantas vezes somos confrontados na rua para contribuirmos, de alguma forma, e ajudar pessoas mais carenciadas, principalmente crianças. É bem verdade que a vida custa a todos, está tudo caro, mas acho que uma pequena ajuda não fará grande diferença. Na maior parte das vezes, gastamos os tais cinco euros noutra coisa qualquer. Também é importante ajudar os que mais precisam. Encontrei um cantinho muito especial, por acaso, quando andava à procura de instituções de solidariedade. Assim fica aqui em destaque este cantinho a visitar, nem que seja só pela curiosidade. E talvez até seja possível ajudar estas crianças com aquilo que mais lhes faz falta. Será uma Ajuda de Vida.
E para comemorar o Natal, já recebi duas lembranças de duas pessoas muito queridas, a Nylda e a Anakel. Muito obrigada a ambas!
Recebi de oferta dois selinhos, um da Nylda e outro da Mulher Rochedo, a comemorar as imensas visitas aos seus blogs. São duas grandes amigas e os blogs primam pela simpatia, ternura e amizade. Visitem porque vale a pena!
"A tua face será pura limpa e
viva
Nem o teu andar como onda fugitiva
Se poderá nos passos do tempo tecer.
E nunca mais darei ao tempo a minha vida.
Nunca mais servirei senhor que
possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços
Do teu ser. Em breve a podridão
Beberá os teus olhos e os teus ossos
Tomando a tua mão na sua mão.
Nunca mais amarei quem não
possa viver
Sempre,
Porque eu amei como se fossem eternos
A glória, a luz e o brilho do teu ser.
Amei-te em verdade e transparência
E nem sequer me resta a tua ausência.
És um rosto de nojo e negação
E eu fecho os olhos para não te ver.
Nunca mais servirei senhor que
possa morrer."
(Sophia de Mello Breyner)
Aqui vai o desafio proposto pela Moon Girl, seis etiquetas que definem a minha
personalidade:
A noite está calma, traz consigo a brisa suave das noites de Verão e na rua passeia a senhora com o cãozinho e de braço dado com aquele que lhe jurou amor eterno. Penso que naquela calmaria de vida ainda se completam e falam como se ainda não se conhecessem de todo e como os admiro. Que apesar da idade, das rugas e dos cabelos brancos ainda sabem amar.
Aguardo o sono sentada à janela, olhando as estrelas e sentindo o vento que me sopra a pele, que me varre os pensamentos. A mala em cima da cama à espera de ser fechada. O gato que rebola nas roupas espalhadas pelo quarto. Desordem que me enerva! Mas também não quero saber. Sou duas metades que se contrariam e nem sempre encontram a igualdade que me faz tanta falta.
Sabes, esperei-te o dia todo. Prometeste que virias. Já sei, para me saciar com um beijo rápido. E sais a correr porta fora. Ouve lá, não chegas à idade daquele senhor ali em baixo, podes crer que não! Nem sei porque me habituei a isto. Poderia reclamar, espernear, gritar-te pelo telefone e exigir-te que viesses. Mas habituei-me à tua ausência com a tranquilidade que não consigo entender. Nem sei explicar a razão. É tudo tão profundo. Chegou o momento e é com esta tranquilidade que parto. Sonhei que me pedisses para ficar, que me quisesses contigo e tu não percebeste.
Como é hábito hei-de entrar no avião sem olhar para trás, tu nunca lá estás. E nesta longa viagem vou-te saber silencioso, sem esperar que te lembres de mim. Não quero pensar nem sentir a tua falta, porque desta vez não voltarei. Quando percebes que estou longe aí sim, corres à minha procura morto de saudades, ligas-me que nem um louco. Nunca te emendas! Tarde demais, meu querido! Não poderia esperar toda a vida que te lembrasses de mim. Há ausências que matam por dentro e eu não suporto a solidão. Sempre estive viva, sempre pronta a ajudar, a compartilhar. Os amigos dizem-me que estou distante, que já não ligo, que me esqueci de todos. Mas não esqueci, andei ocupada com o que não devia. Cansei de esperar, preciso da minha liberdade, a que matei cada vez que esperei por ti sentada no sofá enquanto tu adormecias sem te lembrares do combinado. Cansei desta dor. Os anos passam, a vida corre, o mundo grita por mim e pede-me que o acompanhe.
Houve um dia em que sonhei tão alto que até pensei que duraria para sempre, seria eterno. Seria como nos contos de fadas em que se é livre para sonhar toda a vida e realizar os sonhos no fim da história e criar um final feliz. Porque o meu medo sempre fora não conseguir alcançar o meu sonho de contos de fada, realizar-me como princesa que encontra o seu príncipe encantado. Queria que tudo fosse perfeito, que haveria alguém com a mesma bondade que eu trazia no meu coração de menina sonhadora.
Quando se pensa que chega o dia, depressa se apaga, como um fósforo num dia de ventania. E pronto, vem o pranto, o mundo que nos cai em cima e muda de cor, o pensar que não se consegue ultrapassar. São os dias sem dormir, sem comer, sem sair à rua…só tristeza. Mas que tristeza tão ingénua! E o mundo trata de nos mostrar que afinal não existem contos de fada! Acabaram-se os príncipes encantados.
E, nas voltas que o mundo deu, vi o que era realidade. Chorei noites a fio por não ser como nos contos de fada da minha infância. Quis voltar a ser criança num mundo que não conhecia a verdadeira dor. Era tudo tão colorido, tão harmonioso. Mas isto…isto fere! E lá a grande conselheira que é a vida disse-me que os dias avançavam em correria enquanto eu avançava em soluços. Para lá com isso sua chorona ou achas que o mundo acaba hoje?
Mas, quando chega o grande amor (depois de alguns supostos “amores”), nem se dá por isso…olha, acontece. E quando se vira a cara para o lado, lá está ele, em carne e osso, sem cavalo alado, sem espada ou coroa...simplesmente humano, tão humano que jamais se pensaria ser possível, jamais se pensou que existiria. E aí, por breves momentos chega-se a pensar, novamente, que afinal poderá ser como nos contos de fada., que afinal haverá um “felizes para sempre”! Aiiii… que tola!!!! Basta uma falha e o engano tem o mesmo sabor que aquele outro, o primeiro.
Agora o sei. È intenso, único, mágico…o real…tira-nos os pés do chão, leva-nos à loucura, estremecemos, explodimos! Queremos amar até esquecer que existe vida lá fora! Mas dura só o tempo que tiver que durar…não é? Sim, eu sei. E a vida continua.
Sei que o que me consome por dentro é saber que nunca estarei preparada para esse dia fatal, por mais que o saiba perto, por muito que o aceite. Acredita, agora penso menos nisso, preocupo-me menos…paciência, mas o que aconteceu, isso será sempre meu, ninguém o tira!
Há quem o viva de maneira mais intensa ou menos, mas quando se vive a pele arrepia-se da mesma forma. Aprendi isto e é melhor viver o hoje, sem pensar no amanhã. E foi só um desabafo…talvez os pesadelos deixem de me assustar..
Acordar de um sonho é ter-te a meu lado, do meu lado Ouvir no mais breve sussurro as revelações da tua alma Sentir o calor do teu abraço, o calor que me embala Descobrir no teu ser a metade que me completa Que o momento dure um só segundo, não se esquece Retém-se na memória como o nome das coisas Que a despedida não exista mas que se saiba Deixo-te o sopro do sonho na palma da mão Regresso trazendo-o nos olhos, nos lábios Na matéria de que sou feita.
Fatigante o dia que nunca mais acaba como aquele que ficou por acabar, porque a vontade não deixa que se acabem os dias que se perderam. Como o tédio que se encerra no botão da televisão e se acende para de novo começar. É querer dar dois passos em frente e só saber andar para trás, com o ritmo desenfreado das horas. Melodias. Esperar que se feche a cortina e ansiar que se abra, para deixar que a luz entre e encha os olhos. Chorar por ser mais um dia e correr atrás da vida num sentido contrário. Pensar. Querer voar sobre as nuvens para onde o tempo parou. Soluçar…
Nome: aCassiaCleta
Idade: incerta
Onde Moro: Lisboa
Gosto de:
acordar com o Sol, abrir a janela e respirar o ar da manhã, um café quente ao
acordar, passear na
praia, ler um bom livro, as estrelas, a lua, uma noite de Verão, das gargalhadas dos outros e das
minhas, ouvir a chuva a
cair enrolada na manta, escrever aquilo que sinto, amizade, sorrisos, os momentos mais simples...