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setembro 12, 2006

parti...

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A noite está calma, traz consigo a brisa suave das noites de Verão e na rua passeia a senhora com o cãozinho e de braço dado com aquele que lhe jurou amor eterno. Penso que naquela calmaria de vida ainda se completam e falam como se ainda não se conhecessem de todo e como os admiro. Que apesar da idade, das rugas e dos cabelos brancos ainda sabem amar.


Aguardo o sono sentada à janela, olhando as estrelas e sentindo o vento que me sopra a pele, que me varre os pensamentos. A mala em cima da cama à espera de ser fechada. O gato que rebola nas roupas espalhadas pelo quarto. Desordem que me enerva! Mas também não quero saber. Sou duas metades que se contrariam e nem sempre encontram a igualdade que me faz tanta falta.


Sabes, esperei-te o dia todo. Prometeste que virias. Já sei, para me saciar com um beijo rápido. E sais a correr porta fora. Ouve lá, não chegas à idade daquele senhor ali em baixo, podes crer que não! Nem sei porque me habituei a isto. Poderia reclamar, espernear, gritar-te pelo telefone e exigir-te que viesses. Mas habituei-me à tua ausência com a tranquilidade que não consigo entender. Nem sei explicar a razão. É tudo tão profundo. Chegou o momento e é com esta tranquilidade que parto. Sonhei que me pedisses para ficar, que me quisesses contigo e tu não percebeste.




Como é hábito hei-de entrar no avião sem olhar para trás, tu nunca lá estás. E nesta longa viagem vou-te saber silencioso, sem esperar que te lembres de mim. Não quero pensar nem sentir a tua falta, porque desta vez não voltarei. Quando percebes que estou longe aí sim, corres à minha procura morto de saudades, ligas-me que nem um louco. Nunca te emendas! Tarde demais, meu querido! Não poderia esperar toda a vida que te lembrasses de mim. Há ausências que matam por dentro e eu não suporto a solidão. Sempre estive viva, sempre pronta a ajudar, a compartilhar. Os amigos dizem-me que estou distante, que já não ligo, que me esqueci de todos. Mas não esqueci, andei ocupada com o que não devia. Cansei de esperar, preciso da minha liberdade, a que matei cada vez que esperei por ti sentada no sofá enquanto tu adormecias sem te lembrares do combinado. Cansei desta dor. Os anos passam, a vida corre, o mundo grita por mim e pede-me que o acompanhe.


 


Publicado por acassiacleta às setembro 12, 2006 11:17 PM

Comentários

Lindo este teu texto. beijinhos

Publicado por: Pétalas de Rosa às setembro 14, 2006 06:47 PM

Chega a um momento na nossa vida que temos de deixar de nos acomodar... parece escrito por alguem... Espero que as férias tenham sido boas...Beijo enorme

Publicado por: tantodemim às setembro 13, 2006 06:16 PM

Olá! Um texto muito bem escrito, que fala do "esquecimento", a que muitas vezes somos votadas, quando decidimos amar alguém que não o merecia!Quantas mulheres não passaram já por isso, ou por algo do género? ... muitas certamente! A melhor maneira de lhe pôr um fim, é mesmo esquecer e partir... E coragem... muita coragem!! Um beijinho e um eco de mim

Publicado por: MEDUSA às setembro 13, 2006 06:08 PM

Ola vim agradecer e retribuir a visita. Este blog está mto giro e foste tu que o fizes-te? Sera que não me podes ajudar com o meu blog , agora quando publico um post as coisas de lado vão pra o meio do blog e fica tudo marado , nao sei o k fazer? bjos e bigado

Publicado por: APAIXONADA às setembro 13, 2006 05:04 PM

voltaste... beijo.

Publicado por: maria saraiva às setembro 13, 2006 03:15 PM

voltaste... beijo.

Publicado por: maria saraiva às setembro 13, 2006 03:15 PM

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